sexta-feira, 27 de março de 2009

Jabutis

Tenho que admitir que me surpreendi com a repercussão dos meus últimos textos que escrevi sobre educação, muita gente gostou, mas para muita gente o que eu disse foi ofensa. Puseram o chapéu em suas cabeças e me criticaram, fui ameaçado, disseram que era melhor eu ficar calado. Mas sabe de uma coisa? Eu não acho, vou continuar falando e escrevendo o que eu acho, acho que as coisas estão tomando rumos estranhos sabe, acho patético como algumas pessoas continuam fazendo as coisas em busca do sucesso, essa semana desisti de prestar meus serviços técnicos aonde trabalho, pois simplesmente estava sendo vítima de uma série de críticas infundadas por parte de algumas pessoas (entenda idiotas) que afirmam e pregam minha incapacidade técnica aos quatro cantos, mas sempre em ocasiões que não posso me defender, ou seja, pelas minhas costas. Mas ai descobri que tudo tinha seu motivo, queriam simplesmente minha vaga, então abri mão, pois graças ao meu bom Deus e minha capacidade inquestionável (por gente de boa índole e percepção), tenho o privilégio de poder escolher o que fazer, então decidi voltar ao meu trabalho antigo e continuar fazendo as outras muitas coisas que já faço. Deixando a modéstia um pouco de lado, chega a ser hilário, se não fosse vergonhoso, algumas pessoas me questionarem tecnicamente, não tenho vergonha e muito menos medo de dizer que eu sou bom no que eu faço, que me garanto, pois pra isso chego a estudar 14 horas por dia, que viajo em busca de cursos, que leio muito, mas infelizmente no mundo de hoje em dia, tem gente querendo que vejamos cabelos em ovos e chifres em cavalos, e ai de você que não veja, muitos querem grandes cargos, mas poucos (entenda pouquíssimos) dão conta do recado, pois são pessoas preguiçosas, que não leem, não estudam, pois estão perdendo tempo demais bajulando qualquer um que possa lhes trazer benefícios. Mas infelizmente uma mentira contada milhões de vezes, não se torna verdade, pois a verdade é uma só, mas atrapalha um bocado gente de bem que não tem oportunidade de dizer a verdade. Chega a ser meio que triste, mas a verdade está fora de moda, démodé.

Se pra poder se dar bem nessa vida eu tiver de fechar os olhos pra algumas coisas, me desculpem mas não dá, ainda me resta a capacidade de indignação e o dom de escrever, e isso alguns vão ter de engolir. Espero com paciência, pois sempre, por mais que demore um pouco, o conhecimento sempre é necessário, então você, que se esforçou, trilhou o caminho correto, da honestidade, vai aparecer, o mundo da muitas voltas, e acaba por peneirar algumas coisas. Se você ver um jabuti em cima de uma arvore, tenha certeza de uma coisa, alguém o colocou lá, outra certeza é, um dia ele vai cair de lá, e quando cair não vai conseguir subir de novo. Um grande exemplo de jabutis em cima de arvores foram os livros didáticos de São Paulo que tinham dois Paraguais. Simplesmente quem os revisou não sabia o que deveria saber, ou seja, noções básicas de geografia. Mas o que mais me intrigou foi à justificativa da responsável de todo esse balaio, minimizando os fatos, dizendo que os livros eram apenas pra complementar as aulas, e que eram instrumentos novos, quer dizer que, como são instrumentos que não existiam anteriormente, não precisam ser corretos? Ela simplesmente quis dar entender que eles estavam fazendo mais do que deviam, oferecendo tais livros aos alunos, mais ou menos como, cavalos dados não se olham os dentes, ou cavalos dados não se olham os rabos. Sé é uma questão de esmola, então que não dê, pra que serve um livro que ensina errado? E como um relógio sem bateria, mesmo que seja dado, mesmo assim nunca servira pra nada.

Pior do que o fato, são as justificativas absurdas, só faltou quererem nos convencer que de fato existiam dois Paraguais, mas por aqui, tem gente que se lhe disser que existem dois Paraguais é melhor você acreditar, se não você corre o serio risco de ser perseguido, mas para o desespero total desse tipo de gente, pra mim só existe um Paraguai, e independente de quem queira me convencer que há dois, pra mim sempre terá apenas um, e eu estarei aqui escrevendo isso pra vocês.

Sabe de uma coisa? Estou meio decepcionado de ver tanta gente sem as mínimas condições se dar bem nesse pais, sinceramente, acho que deveríamos mudar essa bandeira e colocar um árvore bem alta com um jabuti em cima, seria o melhor símbolo pra esse pais desmoralizado, que tem um congresso com mais de 30 mil jabutis colocados um a um em cima dessa grande arvore, por essa corja de ratazanas velhas eleitas com voto de nossa maioria analfabeta, mal alimentada mas enganada pelo governo. Sinceramente as vezes eu tenho vergonha de morar no Brasil, já me deu vontade de me mudar daqui, mesmo que seja para o Paraguai vender contrabando, mas ai me vem a pergunta, pra qual Paraguai eu devo ir?



sábado, 21 de março de 2009

Sobre Tecnologia, Gosto, Salvador Dali, Gala Éluard e Eu


Todo mundo acha que eu sou totalmente dependente das novas tecnologias, que não ligo pra nada que não seja no computador, mas não é assim, apesar de 90% das coisas que leio hoje são no computador, ainda prefiro os livros impressos, como diz aquele comercial de cartão de credito “existem coisas que o dinheiro não compra” assim também como existem prazeres insubstituíveis. Apesar você poder assistir um filme em casa, sempre é melhor ir ao cinema com quem se ama, sentar bem pertinho, falar baixinho, e encostar a cabeça no ombro, cochilar por um segundo e perguntar o que aconteceu. Existem coisas que simplesmente nunca perderão sua magia e muito menos perderão a graça. Mas há uma questão básica, a graça que as coisas proporcionam para as pessoas são totalmente relativas, eu não sinto prazer em dançar nem ouvir forró como por exemplo o que me acordou hoje de manhã, cuja a letra dizia que “tinham soltado um bomba no cabaré e ia voar pra todo lado pedaço de mulher”, sinceramente eu não consigo descobrir como isso causa prazer em alguém, mas logo em seguida fui brindado com um grande sucesso do forro moderno, uma musica cujo o cantor se vangloriava de ser um “raparigueiro”, os ouvintes foram ao delírio, não demorou muito para eu ser presenteado com o maior fenômeno fonográfico da atualidade, o “Beber, cair, levantar” foi o êxtase, o coro foi geral, ai não deu mais, tive que levantar. Bem, não entrarei no mérito da questão “gosto”, pois as preferências são formadas pelo nosso conjunto de vivências pessoais, por exemplo, gosto de uma música do “Só pra contrariar”, pois me remete a um sentimento legal, que só eu sei, gosto das musicas francesas e italianas, pois me lembro do meu pai, mas sinceramente não consigo entender alguém lembrar da mãe em uma música que fala de cabaré, mas deve existir.
Gosto do surrealismo de Salvador Dali, os mais atenciosos podem perceber que algumas imagens que acompanham meus textos sempre tem um toque de surrealismo. Vejo o surrealismo como a linguagem dos sonhos, imagens desconexas que intrigam nossa mente, como quando acordamos de manha e tentamos encontrar coesão lógica daquilo que sonhamos, impossível, mas no fundo nos passa uma mensagem que não conseguimos desprezar, assim é Salvador Dali, acho que ele pintava seus sonhos, mas o que faz com que eu passasse a admirar Salvador era seu amor incondicional por Gala Éluard Dalí, sua esposa, apesar dela ser 10 anos mais velha, Salvador sempre lhe inseriria na maioria de suas obras de uma maneira diferente, sempre com aspecto de nova, com o rosto na idade que eles se conheceram. Na verdade era como seus olhos lhe viam, sempre bela, isso reforça minha idéia de atemporalidade do amor. Nossos olhos apaixonados conseguem perceber o impossível dos olhos normais, vislumbram a verdadeira beleza, a beleza eterna.

Pensamos que tudo de errado acontece com os outros, erramos
Vivemos o lado imperfeito daquilo que somos, falhamos
A vida nem sempre segue o nosso querer
Mas ela é perfeita naquilo que tem que ser,
É um ciclo...

Queremos os sonhos dos outros em nosso universo, mudamos
Naquilo que temos de mais bonito e imperfeito, humanos
Eterno enquanto dure tem um final
Mas meu amor por você é atemporal
Não tem preço...

O que é mais sagrado na vida é viver
Livremente, intensamente, sem medos
O que é mais sagrado na vida é viver
Plenamente, honestamente, viver..."
Joaquim Cezar

Mas esse negócio de tecnologia até que às vezes é legal sabia? Tem muita gente que conseguiu encontrar um monte de gente que não sabia há anos, então perceberam que ainda estão vivos, e conseguem perceber essa pessoa, assim como a 5, 10, 15, ou até mesmo 20 anos atrás, da mesma forma, os seus olhos não percebem a velhice do seu rosto, pois olhos apaixonados tem uma visão de profundidagem milhões de vezes maior que os olhos cinzas das pessoas comuns. Essas pessoas retomam o assunto exatamente quando interrompido há uma década, se divertem, dizem coisas bonitas e tudo mais, lembram das musicas que tocavam na época e até mesmo dos perfumes, se sentem felizes e descobrem que valem muito mais do que dizem do lado daqui do espelho. Nossos novos meios de comunicação, E-mail, Orkut e Messenger, trouxeram pra muitos uma coisa chamada saudade, a possibilidade de transcender a vida real e imaginar outra, recordar coisas boas como se fossem hoje, assim como diz Mario Quintana e Rubem Alves.

- O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
Mario Quintana.

- A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.
Rubem Alves.

Voltemos então, através dessa nova porta que se abriu, acho que eu não tenho pra onde voltar, acho que sinto saudade de algo que nunca vivi, mas às vezes sinto que queria alguém que pudesse conversar comigo e não me visse como um idiota por meus gostos, por preferir ler e escrever do que está na mesa de um bar, ou fingir felicidade numa rodada de musica alta e gente bêbada. Como já disse antes, preferem me jogar pro lado de La da cerca da sanidade, abriram meu Blog e disseram: “Meu Deus, ele ta doente mesmo, olha o que ele escreve, e olha essas imagens que ele coloca!!!” eu é que sou louco por gostar de surrealismo e eles são sadios por ouvir o forro da “bomba no cabaré” mas ta bom, o diagnóstico desse tipo de gente não me interessa mesmo. Vou eu continuar ver meus sonhos representados nas telas de Salvador Dali, admirar seu amor Por Gala e tentar sentir saudade de coisa boa.

****
Meu Deus, acho que reescrevi esse texto umas 4 vezes, a energia elétrica ta lastimável aqui, e ninguém diz nada, pelo amor de Deus, digam alguma coisa, reclamem, chorem................................................................................................... Desculpem a demora, é que tinha faltado energia de novo e por incrível que pareça meu computador não tem no-break. Até a Proxima.

terça-feira, 17 de março de 2009

1 Ano


No último dia 10 o blog fez 1 ano, mensalmente ele é lido atualmente por mais de 7.000 pessoas, em um ano fomos visitados por mais de 64.000 usuários de todos os estados brasileiros e mais 16 países mundo afora, principalmente por países de língua inglesa pois o site conta com tradução automática por parte de Blogger, que detém o direito de publicação do blog no exterior, em se tratando de um blog que só contem letras, em um pais que as pessoas não curtem leitura, são números excepcionais, nos colocam simplesmente entre os 150 blogs mais lidos do blogspot e com certeza, se eliminarmos os blogs de download, pornográficos e de entretenimento estamos entre os 50 mais visitados do blogspot, levando em consideração que é escrito por um cara desconhecido no meio da Amazônia e sem ninguém pra fazer comercial, até que nosso resultado é satisfatório para 1 ano de vida.

Não sei por quanto tempo vou continuar escrevendo, sinceramente às vezes fico meio sem estimulo, as coisas estão tão feias nesse mundo que às vezes penso em me calar pra sempre, deixar tudo pra lá, parar de reclamar, mas por enquanto ainda tenho algumas coisas para dizer.

Perguntaram-me se minhas postagens podem virar livro, acho que sim, é bem melhor que a maioria dos livros de auto-ajuda que eu conheço, e que vendem aos montes, mas não sei, se um dia tiver de acontecer vai acontecer, não vou forçar a barra e nem obrigar ninguém me ler, quando criança eu queria escrever um livro logo, pois descobri que os neurônios morrem diariamente, então tinha medo de quando ficar velho, não conseguir pensar, mas então descobrir que mesmo que me reste 1 neurônio, ainda vou escrever melhor que a maioria das pessoas que eu conheço. Lembrando que, nem uma ameaça boba de gente mais boba ainda vai me intimidar, escreverei até o dia que eu achar que devo, minha opinião não tem preço e muito menos tenho algum compromisso de hipocrisia com qualquer que seja a pessoa, mas mesmo me odiando pode continuar lendo o Paulinhodiario, da pra aprender um monte de palavra nova pra usar na sala dos “professores”.Pois bem, espero que esse ano me leiam mais,mais e mais.. Abraços.

quarta-feira, 11 de março de 2009

DICAS DE SOBREVIVÊNCIA EDUCACIONAL.


Perguntaram-me sobre a influencia das novas tecnologias na educação, se o computador ia substituir os livros na vida dos educadores, então vamos lá, primeiro acho que antes dos livros serem substituídos na vida dos educadores, eles devem entrar na vida dos educadores. Existe um problema crônico na educação que se chama leitura, reclamam que as crianças não gostam de ler, porém, o problema não é esse, pois os professores também não lêem, e quando lêem não entendem. O nível de poder de abstração da maioria dos professores que conheço beira a zero, perde-se então o interesse de ler, não querem perder tempo abstraindo, pensando. Estão acostumados demais com a televisão que já trás tudo pensado. Mas e as crianças? porque não gostam de ler? Porque não são incentivados, não veem nos professores exemplos de leitores, não conseguem perceber os benefícios de tal hábito.
Antes de ficarem me mandando e-mail, dizendo assim, você generaliza, tem muita gente boa. De fato, existe muita gente boa por ai, o problema é que gente boa hoje em dia é discriminada e perseguida, tem que ficar escondida atrás de gente sem nada na cabeça, então se você é bom, gosta de ler, estuda um pouquinho, não deixe transparecer, pelo amor de Deus, se não você vira alvo. Sua lucidez e considerada perigosa, assim como diz Clarisse Lispector.

A Lucidez Perigosa (Clarice Lispector )


Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.


Nunca pensei que iríamos chegar nesse nível de falta de qualidade e enrolação, ainda estão querendo convencer que estão ensinando, que o errado é você, querem que todos fiquemos agradecidos.
Ando recebendo muitas criticas esses dias, sei que estão me vendo como ameaça, um lúcido perigoso, mas não me importo, enquanto eu achar que devo falar, assim vou fazer, não vou dizer que nossos educadores estão adaptados as novas tecnologias se não estão, a grande maioria não sabe lidar corretamente nem com calculadoras do Paraguai, faça o teste, leve uma calculadora para uma arrogante pedagoga, dessas formada por essa indústria de venda de diplomas, e sugira que ela faça uma conta básica de porcentagem, duvido que 50% consiga fazer, pergunte qual o ultimo livro que leu? Quando foi? E de que se tratava? Se ela começar a gaguejar e ficar repetindo – Aquele...aquele...me esqueci o nome. – você se despede e vai embora. Não agüento mais ficar ouvindo essas frases decoradas que ficam vomitando em cima da gente, construtivismo, Piaget, Vygotsky, Paulo Freire e outras... Não se engane, eles não sabem nada deles, só ouviram falar, e acharam bonito, no Maximo leram apostilas de 10 linhas de alguma obra, mas se acham conhecedores profundos, assumem grandes cargos e não fazem nada, pois na verdade não sabem de nada. Isso tudo me incomoda, não incomoda vocês? Às vezes acho que estou sozinho, que todo mundo acha legal, me impressiono com a falta de indignação das pessoas, as escolas estão burrificando nossos filhos e estamos calados.
Então uma dica valiosa, é preciso ter leitura, de literatura mesmo, para que você possa adquirir a leitura profunda da vida, é necessário que haja um exercício de transcendência dessa dimensão simplista que muitos vivem, acordar, trabalhar assistir a novela, o big brother e ir dormir, pra no outro dia ir trabalhar e assim por diante, tudo de maneira automatizada. A vida é muito mais profunda e interessante que isso, nós querem dar a dimensão dos burros, pobres animais que só olhar pra frente, mas podemos ter a dimensão dos magos, que tudo percebem ao seu redor. Leonardo Boff em seu livro Tempo de Transcendência diz que somos seres em eterna construção e que somos capazes de enxergar muito além dos nossos olhos, basta querer. O mundo está cheios de oportunidades diferentes, de alternativas diferentes.. Me desespero o fato de perceber que poucas pessoas vislumbram coisas melhores, buscam coisas diferentes, não aceitem ser açoitados por gente sem conhecimento, sem discernimento, e que ainda há de haver um lugar de oportunidades justas, onde os ignorantes são ignorantes até mudarem de atitude, e conhecedores são conhecedores, reconhecidos e recompensados por seu esforço, que as coisas não sejam definidas por grau de bajulação, de politicalha suja, de chantagem, há de haver um lugar diferente.
Às vezes gostaria de compartilhar todo o prazer que eu tenho em ler com as pessoas, mostrar-lhes que é nossa principal porta de libertação, independente do meio, digital ou mesmo o bom e velho livro que pegamos na estante, deitamos e nossa rede e lemos (pratica que pra mim, nunca acabara, independente da tecnologia), Mas sinto que é impossível, o que às vezes posso fazer é continuar escrevendo o meu blog da forma mais simples, verdadeira, e gostosa de se ler possível, talvez essa seja minha contribuição.
Mas por enquanto, pra sobreviver no meio educacional de hoje, esconda o que você sabe, é melhor se fingir de cego, e quando lhe perguntarem se você tem algum “pobrema”, diga que você não tem nenhum “probrema” e que está “pensano como nós é feliz com nossa educação” e diga mais, diga mais ou menos assim: “nós até cheguemos cedo, viemo andano e organizemo uma festa pro nossa chefa
Basta! Você vai ser promovido. Parabéns.

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Sempre faço tópicos respondendo as postagens de meus leitores, mas uma em especial, faço questão de responder agora, tratas-se de uma inflamada resposta ao tópico anterior “Eu Educador II” e diz o seguinte:

Cuidado ao ficar criticando todo mundo, voce pode se dar mal, me considero ótima educadora, o problema é que voce não sabe ser criticado, não sabe ouvir criticas por isso fica reclamando pra todo mundo ler. voc~e tem muito a aprender ainda moleque.”


1º: Cuidado ao ficar criticando todo mundo, voce pode se dar mal...

R: Porque cuidado, não faço parte de nenhum pacto de mediocridade com ninguém, e muito menos temo qualquer retaliação por dar minha opinião.

2º: ...me considero ótima educadora...
R: Da pra notar pelo seu português.

3º: ... o problema é que voce não sabe ser criticado, não sabe ouvir criticas por isso fica reclamando pra todo mundo ler.
R: Realmente ainda não consigo ser criticado por gente idiota e ficar calado, teria o maior prazer em receber criticas de alguém que pudesse tirar alguma lição, mas dessa gente com QI abaixo de zero ta difícil. enquanto eu escrever para as pessoas lerem, de fato, eu escrevo para as pessoas lerem mesmo, e no meu blog eu escrevo o que eu quero, assim como também Le quem quer, inclusive você.

4º: ...voc~e tem muito a aprender ainda moleque....
R: Com certeza, tenho muito a aprender mas acho que você tem bem mais, começando pelo seu português. Obrigado pelo comentário, seja sempre vem vinda ao meu Blog.

sexta-feira, 6 de março de 2009

EU EDUCADOR II


Certa vez, certo homem, de uma determinada cidade foi cobrar uma divida política com um governante local.

-Bom dia Prefeito!
-Bom dia seu Antonio.
-É que o senhor tinha ficado de me arrumar um emprego, lembra?
-Claro seu Antonio, inclusive a vaga já está a sua espera, o senhor vai ser
professor de grego na escola municipal.

-Muito obrigado seu prefeito, quando eu começo?
-Amanhã
-Mais uma vez obrigado

Desde então seu Antonio, que era carinhosamente chamado de tio Antonio, pelos seus alunos, lecionou por 35 anos grego. Tio Antonio era muito respeitado na escola, inclusive tinha fama de “bom professor” seus índices de aprovação nunca foram menores que 100%, por muitas vezes foi eleito o professor do ano na escola, inclusive certa vez todos queriam que ele fosse o diretor da escola, mas ele não quis, achava muito trabalhoso, preferia ficar na sala de aula, era do contato com a turma que ele gostava, todos diziam que esse era seu dom, dar aula. Mas os anos foram passando ate que a aposentadoria chegou, velho professor, cansado de guerra comprou uma casinha um pouco separado da cidade e foi curtir seus dias de sossego, Antonio nunca chegou a se casar, seus 35 anos de dedicação total a escola, sempre foram um empecilho para um relacionamento sério, diziam suas colegas de trabalho. No ano de sua aposentadoria, o dia do professor foi dedicado a ele, teve homenagem das crianças, dos antigos alunos e discurso da gestora de educação, Antonio não se conteve, chorou as bicas. Na maioria dos dias ninguém via tio Antonio, de vez enquanto, ele era convidado para ser júri de festival de quadrilha ou de calouros, na maioria do tempo ficava ele, sozinho, na sua chácara, até que um belo dia, Clara (que carinhosamente era chamada de “Crara” pelos seus visinhos), mulher trabalhadeira, recebeu uma carta de uns parentes distantes gregos, só que a carta veio em grego, todos ficaram ansiosos por saber o que lá estava escrito, pois os “Primos estrangeiros” eram "bem na foto" como diziam os visinhos, porém a angustia continuava, pois conseguia decifrar o que estava escrito, uns dizem se tratar de herança, outros achavam que era negocio de anuncio de visita, mas, de fato, ninguém conseguia elucidar o mistério, até que por um estalo, Carlinhos, sobrinho de clara, lembrou: porque não levamos pro tio Antonio ler? Todos acharam a idéia genial e saíram às presas para o refugio do professor. Chegando lá contaram-lhe toda a história e pediram:

-Será que o senhor poderia ler essa bendita carta pra nós?

O professor pegou seus óculos, cuidadosamente colocou em seu rosto, franziu a testa e disse:

-Quem disse que eu sei grego?

*****

Muitas histórias cercam a imagem de um antigo governador paraense chamado Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, conhecido simplesmente como Barata. Dizem alguns, que em certa viajem que o governador fez a uma cidadezinha do interior do Pará, uma mulher com um filho no braço se aproximou dele e disse:

-Dr Barata, eu queria um emprego.

Sem olhar pra pobre mulher, ele disse pra sua secretaria:

-Secretaria, de um emprego de professora pra essa mulher
-Dr Barata eu não sei ler
-Secretaria, aposente essa professora.

****

Em um reino bem distante, há muito tempo atrás, mas não é pouco tempo, a muito muito muito tempo atrás, certo Rei que devia um grande favor a um colono que havia lhe curado de uma úlcera no estomago com ervas do campo. Por muitos dias o rei pensou que função daria pra ele como forma de premia-lo, já que, de nada precisava mais o reinado. Em uma manha de sábado mandou seus guardas cortarem a cabeça do leitor oficial de correspondência do reino, e deu o lugar ao colono, pagava-lhe 35 moedas de ouro por lua cheia, mas logo surgiu um problema e o colono veio até o rei e sussurrou em seu ouvido:

-Majestade, eu não sei ler.
-Não tem problema, contrate um assessor. Pagaremos mais 15 moedas de ouro.
-Mas majestade, nesse reino, não conheço ninguém que possa desempenhar tal função.
-Não tem problema, alugaremos uma carruagem por mais 10 moedas de ouro pra
trazerem do reino vizinho.

Assim foi feito, nos dias de leitura oficial de correspondência para o conselho imperial oficial, o assessor do leitor oficial de correspondência, lia a mensagem, cochichava cuidadosamente nos ouvidos do colono que repetia em voz alta.
Por muito tempo foi assim, ate que um dia o colono chegou ao rei e disse:

-Majestade, admita meu assessor como leitor oficial, dei-me minhas 35 moedas e deixe que eu fique em minha cabana, é que às vezes não ouso direito e repito errado o que ele diz.

***

Adorei a franqueza do colono, se todos tivessem a humildade dele nossos sistemas públicos estariam muito mais ágeis, o problema é que as universidades estão diplomando a ignorância de quem quiser, e lhes convencendo de que aprenderam a ler e lhes enchendo de arrogância.
Que bom seria que o governador Barata voltasse e aposentasse todos os professores “analfabetos” que existem, ficariam poucos, mas voltaria valer a pena estudar.
Enquanto ao professor de grego nada a declarar, tenho que parar de escrever, vou comprar uns livros de grego para eu botar na minha estante, quem sabe assim não me torne um bom educador.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Longe longe....


Já faz mais de 10 anos que quatro meninos começaram a fazer um som diferente em uma igreja batista de algum lugar distante, o som agradou muita gente e incomodou mais gente ainda, fomos expulsos e realizamos o sonho da maioria dos adolescentes que é ter uma banda de rock reconhecida em uma cidade inteira. Semana passada uma ouvinte antiga me perguntou se o sonho acabou, sinceramente não sei, só sei que ainda me da um frio na barriga quando sinto cheiro de fumaça de palco, acho que ainda existe sentido na minha vida no que diz respeito a música. Mas as vezes a vida nós leva por um caminho que talvez não seja aquele que nos sentimos mais felizes, tem dia que fico pensando em tudo aquilo que não fui, tudo aquilo que deixei passar, pessoas legais que deixem que se perdessem de mim, tem vezes até que lembro de sentir saudades delas, ai me dói La no fundo, mas por natureza acabei por me tornar ingrato, desligado, meio que insensível a todo mundo que me fez feliz, não se é só comigo que acontece, acho que não, tem gente que acha melhor assim, fingir que esqueceu, que não gosta mais, muitas vezes é bem mais fácil do que admitir que sofre de saudade.
Hoje alguém me disse que começou a ler meus textos pois viu a musica Giz, lembrou de alguém especial e passou a sentir tudo que eu escrevia como se fosse sua história, mas o que mais me chamou atenção é que ela disse a essa pessoa especial que tinha lembrado dela ao ler Giz, ou seja, ela encontrou alguém que lhe fez feliz, e que ainda lhe faz pelo simples fato de olhar, de lhe ouvir, de lembrar de coisas gostosas, bonitas. Existem vezes que um abraço resolve tudo, mas muitas vezes só um sorriso alegra o dia todo, e muitas vezes a semana, outras vezes dura até a sua imagem ir se desfazendo em nossa mente, bem devagarzinho.
Admiro quem sabe sonhar e persistir, eu não sei, mas queria aprender, ando ouvindo o cd Uma outra estação, ele me trás sensações boas, apesar de me dizerem que são musicas de enterro, mas é a mesma pessoa que diz que tenho cara de enterro, então tudo acaba combinando, já me acostumei sobre o que ela pensa de mim, apesar de dizer que não, sei que ela me acha idiota, não consegue perceber a minha riqueza, meu pensamento e muito menos o que é importante pra mim. Muitas vezes me chamam de alienado, e sei que ela acha isso também de mim, nunca conseguiu ver que meu olhar perdido representa uma outra estação, assim mesmo como o nome da música.

Sei que não tenho a força que tens
Se me vejo feliz quase sempre exijo um talvez
Ela mora perto de um vulcão
E meu coração suburbano espera riquezas maiores
Eu sigo o calendário maia
E sou descendente dos astecas
Hoje vai ter prova
Mas no final da aula
Acho que tem futebol
Gosto quando estou feliz
Gosto quando sorris para mim
Estou longe, longe
Estou em outra estação
Não me digam como devo ser
Gosto do jeito que sou
Quem insiste em julgar os outros
Sempre tem alguma coisa p'ra esconder
Teu corpo alimenta meu espírito
Teu espírito alegra minha mente
Tua mente descansa meu corpo
Teu corpo aceita o meu como a um irmão
Longe longe, estou em outra estação
Todos fazem promessas demais
Temos muito o que aprender
É um feitiço tão latino
Essa preguiça ser feitiço
Mas tudo bem
Voltarás na terça-feira
És fogo e gelo ao mesmo tempo
E vai ser bom
Do Equador, da Venezuela, do Uruguai
Teremos o fim-de-semana só p'ra nós
Venha comigo
Não tenha medo
Tem muita gente
Que pensa o mesmo
Estou longe, longe
Estou em outra estação.
Estou longe, longe.

Sei que estou longe longe... estou em outra estação, mas é assim que sou, talvez esteja atrás de sorrisos verdadeiros, pensando nas coisas que me fizeram bem e se foram, mas principalmente pra fugir desse mundo desumano, desigual e horrível, sei que estou sendo alvo de algumas criticas por ai, mas sabe de uma coisa? Pra mim não faz diferença, já não consigo encarar muita gente que anda por ai, já não consigo mais fingir pra muita gente, por isso fujo pra outra estação, meu refugio, se não corro risco de vomitar, não estou com estomago pra dividir ar com um monte de gente falsa, mesquinha e mentirosa por ai, “Quem insiste em julgar os outros, sempre tem alguma coisa p'ra esconder”

Estou longe longe... esperando o que sei que nunca vai chegar, não me diga como eu devo ser, gosto do jeito que sou, aprendam a conviver comigo aonde sempre estou, no meu canto. Meu lugar não é aqui, é longe longe... em outra estação, quem sabe um dia não teremos um fim de semana só pra nós, bem longe onde possamos nos encontrar com nós mesmos. Por isso quando meu olhar estive perdido, não me chamem, me deixem pois estou em outra estação, longe longe longe....


*****

O Socrates (nosso eterno guitarrista) foi persistente em seu sonho e vai ser médico, mas no fundo sabia que ele iria conseguir o que queria, ele sempre foi o mais talentoso de nós, um dom natural de aprender tudo a que se dedica. Nunca precisou ensaiar, sempre sabia o que fazer e quando fazer. Qualquer dia desses agente se encontra e quem sabe volta a fazer o que nos fazia feliz a 10 anos atrás, fazer musica de nossas poesias de amor.


ASSIM COMO ANTES


Quando tudo é só ausência e nada mais,
Muitas vezes um abraço pode resolver,
Quantos dias que demora pra passar,
Toda falta faz doer alguma dor.
Quanto mal fazemos por nós dois,
Quando a chuva vem depressa,
Me sentia tão seguro há um tempo atrás,
Mas agora sinto o frio do teu amor.
Quando estarás,
completamente em mim,
e eu, completamente em ti,
Onde estarás.
Quando dizer,
completamente assim,
você voltou pra mim,
Nesse verão.
Sem você, meu amor,
Tudo vai, se passar,
Mais uma vez,
assim com antes.
Deixe sempre a porta aberta,
Talvez queira retornar pra um dia a mais,
Não esqueça seu perfume ao sair,
Pois assim eu sei que posso te encontrar,
Tome sempre mais cuidado, meu amor.
A maldade desse mundo, agora não da mais.
Não esqueça de ouvir canções de amor.
Isso sempre faz bem ao coração.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O carneirinho


Mês passado meu filho fez 2 anos, apesar de hoje eu não gostar muito de aniversários, lembro-me de quando criança, eu simplesmente achava mágico, e de fato era mágico, assim quero que seja com meu filho, que ele seja feliz como eu fui. Diferente da maioria dos pais, quero que meu filho seja ele mesmo, não uma extensão da minha vida, e muito menos que venha ser minha imagem e semelhança, quero que ele seja ele mesmo, que não tenha a missão de fazer as coisas que não fiz e muito me realizar, Rubem Alves diz que não devemos ver nossos filhos como flechas que jogamos em nossos alvos, mas sim pássaros, que voam por conta própria, traçam seu próprio caminho e veem coisas que nunca vemos.
Perguntei-lhe o que gostaria de ganhar, simplesmente ele me respondeu sem duvidar, um cavalo, logo pensei que seria fácil, comprar-lhe um cavalo de brinquedo, igual a um que o marido da Maisa deu pro seu filho Jaime quando nasceu, (adorei essa série, uma das poucas coisas produzidas pela TV brasileira que da pra assistir), mas meu filho tratou logo de dizer que queria um cavalo igual a da sua prima Pepe, então pensei, peraí, a Pietra tem um cavalo de verdade, não acredito que meu filho gosta de cavalos, eu odeio cavalos, fiquei por alguns segundos meio que sem entender, pois em nosso cotidiano não existe nada que lembre cavalos ou coisa parecida, achei estranho, quem está ensinando esse menino gostar de cavalos? Então lembrei que ele é pássaro e não flecha, e conseguiu ver os cavalos em algum de seus voos que eu não fui, em algum jardim distante, ninguém lhe ensinou gostar de nada, pois gostar não se ensina, ele simplesmente gostou por ele mesmo, deve ter se deslumbrado vendo um deles cavalgando por detrás de algumas margaridas ou orquídeas, não sei, só sei que pra ele os cavalos são especiais. Então fiquei feliz.
Há muitos anos atrás, quando as noites eram bem melhores dormidas, e os dias bem mais ridos que hoje, minha mãe-velha (avó) foi passar uns dias na minha casa, lembro que comiamos frango assado todas as noites, na verdade não era muito fã de frango, mas passei a gostar, saiamos para passear e brincávamos dobrando papeis e recortando catálogos Hermes, lembro-me que gostava de deitar com ela na rede, e ficar olhando seus colares grandes e brilhosos, ela adorava contar histórias de quando ela era jovem, de como as coisas eram antigamente. Os dias foram passando até que um dia ela teve que ir embora, então minha avó fez um carneirinho de parafina pra eu não ficar triste, passou a noite todinha derretendo uma vela e moldando o brinquedo, quando eu acordei de manhã, ela já havia ido embora, mas tinha deixado o carneirinho de vela derretida pra mim e pro meu irmão.
Como já disse, não gosto muito de animais, e não adianta ficar me mandando e-mail criticando, pois eu sou assim, vem de dentro de mim, não adianta eu ficar fazendo tipo para os outros me acharem bom. Mas existe uma exceção, gosto de carneiros, então lembrei que deve ser porque ganhei o carneirinho de parafina, meu filho também deve ter seus motivos para gostar de cavalinhos, um motivo que é só dele. Assim somos nós, temos todos nós nossos próprios motivos, nossas próprias razões, e por mais que perguntem, nunca vão entender. Assim diz a musica do Renato Russo, “Eu era um lobisomem juvenil” (nunca entendi o nome, mas a música é legal)

......O que sinto muitas vezes faz sentido
E outras vezes não descubro o motivo
Que me explique porque é que não consigo ver sentido
No que sinto, no que procuro e desejo que faz parte do meu mundo
O arco-íris tem sete cores
E fui juiz supremo
Vai, vem embora, volta
Todos têm, todos têm suas próprias razões......


Minha avó foi embora de novo, e dessa vez ela não deixou nem um carneirinho, isso me fez chorar bastante, mas acho que já estou me acostumando com sua falta, não gosto de passar na frente da sua casa, pois lá está cheio da sua ausência, as cadeiras do pátio, os bichinhos de gesso, as plantas dos vaso, e principalmente na rede de seu quarto, que ela descansava as costas, lembro-me sempre dela lá, fazendo planos, ela adorava a vida, talvez mas do que eu.

A Tempestade e o Sol

A vida é frágil e viver
É um lindo momento
Quando se sabe amar
Notar a poesia perdida
No tempo rebuscar
Num eterno acreditar
Será que o sonho acabou?
Será que o que somos se foi?
Sei que a tempestade dará seu lugar a um dia de sol...

Tenho certeza que vou te encontrar
Não sei o dia e a hora
Mas sei o lugar
Sei que você está bem
Mesmo assim
Isso não me impede de chorar

Os nossos momentos
As nossas idéias
Presente em todas as canções
O que nós sentimos
Os nossos desejos seguirão
Em nossos corações
Você foi tão cedo
A vida é um mistério
E ela não diz porque...
Mas tua semente hoje está
Presente e vai florescer...

Tenho certeza que vou te encontrar
Não sei o dia e a hora
Mas sei o lugar
Sei que você está bem
Mesmo assim
Isso não me impede de chorar
Kim e Júlio

Todas as vezes que me lembro dela, lembro-me do carneirinho, não o tenho mais, mas ainda posso lembrar sempre que sinto falta, acho que isso é um artifício que nossa mente cria pra acabarmos por nos acostumar com nossa saudade das coisas. Não sei como fazer, mas vou comprar um cavalo para meu filhinho, pra seja como o carneirinho que minha avó me deixou, pra que ele sempre lembre de mim, mesmo quando eu esteja distante, sempre, sempre ,sempre, ele lembre de mim.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SIMPLESMENTE DIFERENTE


Estamos no ano novo, muita festa farra e tudo mais, eu não sou muito de comemorar ano novo, gosto mesmo de comemorar minhas próprias datas importantes, inclusive existirem algumas que só eu sei, um dia desses me mandaram um E-mail que de maneira bem sutil me chamava de egocêntrico por não ligar muito para as datas “sagradas” da nossa sociedade consumista, dizia um trecho da carta que eu deveria me enquadrar um pouco nas coisas e deixar de reclamar da vida, e que eu não gostava de datas comemorativas pois eu queria sempre as atenções somente pra mim. Pois bem pensei bastante nos conselhos que recebi e cheguei à conclusão que egocentricamente petulante e achar que o mundo todo recomeça no dia 1 de janeiro, para muitas pessoas, fim de ano não é fim de ano, e nem ano novo e novo, ou melhor, pra grande maioria do mundo, as coisas não são bem assim, a grande maioria dos habitantes do planeta não segue nosso calendário ocidental, muitos seguem o calendário judeu e celebram o Rosh Hashanah, outros seguem o calendário chinês, também chamado de calendário oriental, e outra, maior ainda, parte da população, se guia pelas leis do calendário muçulmano. Quer dizer, será que o mundo começa mesmo no dia 1º de janeiro? Quem disse isso? Descobri que quem determinou isso foi um decreto do governador romano Julio Cezar la por volta de 42 antes de cristo, e determinou que 1 de janeiro, cujo o nome deriva do deus Jano (deus dos portões) seria o inicio de tudo, estranho que mesmo depois da adoção do calendário do papa Gregório, que estabelecia cristo como marco, ou seja, antes e depois de cristo (AC. DC.) 1º de janeiro continuou sendo o marco inicial de tudo quando o mais coerente seria adotar o dia do nascimento de Cristo como o 1º dia, ou seja, o Natal, já que trata-se de um calendário cristão, que nada tem haver com Jano, “o deus pagão dos portões” resumindo, menos de 35% das pessoas do mundo comemoraram 1º de janeiro como ano novo mundial e mesmo assim ainda acham que eu sou o egocêntrico? Mas ta bom, vou seguir esse calendário, e esperar que esse ano as pessoas leia e reflitam um pouco mais, que as escolas ensinem um pouco mais, que nossos governantes, recém eleitos, se livrem das “velhas-raposas-sangue-sugas” que atravancam nossas instituições de desenvolvimento, que nossos pastores roubem menos a miséria do nosso povo sofrido em nome da fé, que nossos padres pedófilos abusem um pouco menos da inocência de nossas crianças, que as “guerras santas” matem menos, que nossa policia seja menos corrupta, que os médicos de nossos hospitais sejam menos insensíveis ao sofrimento alheio, que as pessoas sejam mais humanas e que Deus proteja todos nos.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

Um verdadeiro ano novo depende de nós, às vezes posso começar um ano novo amanha, fazer meu próprio réveillon que quer dizer despertar, ou seja, abrir os olhos, começar de novo, acordar, pra despertar não precisa esperar, podemos fazer amanha, podemos fazer simplesmente diferente.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Amanha é outro dia


Ainda hoje estava lembrando de um texto chamado “A menina do olhos de mel” que escrevi a alguns anos (um dia eu publico pra vocês), o artigo falava sobre oportunidades perdidas, mas de forma bem metafórica, ou seja, bem poética, bem romântica. No tempo que escrevi, algumas pessoas me acusaram de ter escrito para uma amante, mas não era, talvez eu falasse de uma oportunidade que nem eu mesmo tinha noção de ter perdido, só hoje consigo perceber o quanto nossas escolhas podem ser decisivas.
Existe uma parábola africana que conta a história de um pequeno animal que corria desesperadamente de um predador, quando o grande animal estava quase a lhe pegar, a presa pensou que as coisas não poderiam piorar, até que, ao passar por debaixo de um elefante, ele(a presa) é surpreendido por uma gigante porção de estrume na sua cabeça, o pequeno animal não teve duvidas em amaldiçoar o grande elefante, mas pior do que pudesse parecer a situação, o predador desistiu de seu jantar naquela situação. Horas se passaram é o caçado animal não conseguia se mexer debaixo da montanha de estrume, até que uma águia resolveu tira-lo daquela situação, o levou até um riacho e lhe banhou cuidadosamente, vento aquela atitude o pequeno animal não teve duvidas em louvar a grande águia pelo favor. Pouco tempo depois a águia o comeu.
Nem todas as pessoas que riem pra você e lhe juram “amores” realmente estão lhe fazendo bem, muito menos aquelas que parecem lhe fazer tanto mal, estão realmente lhe prejudicando, aprendi que na vida tudo, é muito relativo, principalmente nosso senso de justiça, por exemplo, o que é justo para você? O censo do que é justo hoje é o mesmo de tempos atrás? Sabe de uma coisa, às vezes o censo de justiça das pessoas acaba por fazer com que elas cometam injustiça com as outras, temos o hábito de justificar nossos atos pra poder fazer maldade para os outros. E amigo, não é aquele que tenta justificar, de qualquer maneira suas falhas, e nem tão pouco sempre concorda com você, talvez amigo, seja aquele que te de um tapa, bem dado, na hora certa, ou o elefante que fez coco na sua cabeça. Então concluímos que nem todo mundo que faz coco em nossas cabeças quer realmente nossa desgraça, e nem aquelas pessoas que nos estendem a mão para nos tirar da merda querem nosso bem.
Mas de fato, onde mora a justiça? O que é de verdade justo? Sinceramente não sei, não sei por exemplo tanta coisa de ruim que fizeram comigo, muito menos entendo as pessoas que justificam tais coisas, ando sentindo nojo desse monte de gente que fica inventando teorias e lendas pra justificar e incentivar quem me faz mal. Mas não existe nada mais certo do que um dia depois de outro, não vou me acomodar esperando justiça divina, Deus está muito ocupado, eu mesmo vou fazer minha justiça, vou começar a mostrar pra um monte que o mal não vale a pena, que eu não sou idiota e que o mundo e cheio de voltas e não apenas uma. Aconselho meus leitores que não deixem que sua vida seja demasiadamente injusta, a espera de intervenções do além, faça você mesmo sua vida, seja você mesmo responsável pelo seu caminho, não fique a vida toda se fazendo de coitadinho pra no final colocar a culpa em Deus. Não se enganem, estou apenas esperando a próxima volta, assim todos devemos fazer, talvez ai more a justiça. Hoje eu estou tomando remédios e as vezes triste, mas amanha não, amanha é outro dia

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

AOS QUE ESPERAM


Desculpem as faltas de postagens, é que eu estou tirando umas pequenas ferias, tenho algumas coisas novas pra publicar pra vocês, mas só farei quando voltar pra casa. Antes disso terei que cumprir algusn compromissos fora. Desejo um ótimo ano pra todos meus leitores. Tudo de bom.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ensinando galinhas a voar


Muitas vezes uma propaganda bem feita é bem melhor que um trabalho bem feito, sabe porque digo isso? Porque muita gente que trabalha menos do que eu acha que eu não faço nada. Cristalizou-se na cabeça das pessoas a ideia de trabalho da revolução industrial, bater ponto, rigoroso controle de horas de “trabalho”, esse modelo foi fortemente seguido a risca no período militar no Brasil, esse modelo até hoje é exigido vorazmente em muitos órgãos públicos.
Nós países desenvolvidos e principalmente em empresas de visão como Microsoft e Google, descobriu-se que horas de presença de um funcionário dentro da empresa não significa exatamente horas de produção, ou seja, a produtividade está totalmente desvinculada dos relógios de ponto, perincipalmente porque com o advento das interconexões de sistemas, propiciou-se poder produzir longe dos prédios das empresas. Hoje o modelo de flexibilidade de trabalho é adotado em todo mundo, menos nas entidades públicas do Brasil, que pra não perder o costume, parece não fazer parte do mundo moderno de tanto se arrastar.
Cheguei a estudar 14 horas por dia para poder me tornar melhor em meu trabalho, pra eu poder dar aulas melhores para meus alunos. Digo que muitos trabalham, porém poucos levam tão a sério como eu, apesar de visualmente não parecer, não gosto de perder tempo fazendo propaganda de mim mesmo pros outros, prefiro fazer propaganda de mim pra mim mesmo, parece um um pouco egocêntrico esse pensamento mas é verdade, meu compromisso com minhas metas é maior do que qualquer pensamento que possam tecer de mim.
Alguns estudos afirmam que nossas mentes se tornam mais criativas quando estamos perto de quem amamos, acho que é verdade, estou com milhões de ideias novas para implementar meus trabalhos do ano que vem e agora a pouco parei de escrever pra poder dar banho no meu filinho Gabriel, de vez enquanto tenho que para voltar o DVD da Xuxa que ele assiste religiosamente todos os dias (já sei todas as musicas decoradas). Mas hoje, me sinto muito mais produtivo e criativo do que antes, quando cumpria horários fixos, e é justamente isso que eu acho que está faltando nos funcionários de hoje em dia, criatividade, ousadia. Fiquei tão desapontado com encerramento do semestre letivo da minha filha Ana Paula, pois defendo a tese de que a educação infantil é mais importante das fazes educacionais, é nela que se determina uma pessoa criativa de uma pessoa passiva, se tiverem exemplos de criatividade com certeza serão criativas e pensarão pela vida toda, porém se tiverem exemplos de passividade, morosidade, serão pessoas dominadas, acomodadas, sem poder de raciocínio logico próprio (a maioria das pessoas hoje em dia). Os estímulos corretos nos momentos corretos é a chave de uma educação de sucesso, mas como exigir estimulo de pessoas desestimuladas? Como exigir grandes ideias de pessoas sem criatividade? Como exigir grandes feitos de pessoas sem ousadia? Acho um pouco difícil.
Pelo amor de Deus, meus queridos gestores educacionais, deixem dessa ideia de olhar a educação infantil como brincadeira, é preciso priorizar essa fase, pois de nada adiantara os investimentos posteriores se nossas crianças não souberem pensar, forem seres “agalinhadas” como diz Leonardo Boff em seu lindo ensaio a Águia e a galinha”, pessoas que só sabem olhar pra baixo e dar ridículos vôos, é preciso ousar, tentar voar o mais alto possível, vislumbrar novos horizontes, novas flores, novos jardins.
Não dou aulas para educação infantil pois sei que não tenho talento pra isso, descobri que é preciso ter dom para falar a linguagem das crianças, é preciso ter dom pra poder ser ouvido, é preciso ter dom para poder ensinar, como não tenho, não me proponho a ensina-las, e gostaria que o mesmo fizesse esse monte de gente sem talento que fica gritando e ameaçando nossas crianças. Não adianta ter diploma e saber duas ou três frases de Emilia Ferreiro ou Piaget e falar em construtivismo, é preciso mais, não é só participar desses planejamentos institucionais sem sentido, que mais parecem castigo para professores mau comportados durante o ano, é preciso ter dom.
Por um salário de 3 mil reais aos educadores infantis, por que não?, Sistemas seletivos severos ? Quem sabe assim conseguiríamos atrair profissionais competentes, de primeira, com certeza valeria a pena, construiremos futuros melhores, pois é bem mais fácil produzirmos águias do que ensinar galinhas a voar.